sábado, 30 de março de 2013

Árvore x fruto


Mãe:
Eu sou uma árvore sem fruto.
Filhos:
Eu sou o fruto da sua árvore.

No Saguão

Ensaboa, canta e bate...
No saguão, a ama lavando
Roupa do Tatibitate,
Bate a roupa, bate, bate...
E entretanto vai cantando!

Oh! Mas que saguão tão alto!
Diz o menino à janela,
Ficando num sobressalto,
Ao ver a primeira estrela
Na nesga do céu, ao alto.

E, sob a forte impressão.
Torna de si para si:
-Oh! Como é alto o saguão!
Com certeza é por aqui
Que à noite desce o Papão!
(Augusto de Santa Rita)



Feliz Páscoa a todos os amigos daqui!!!



quinta-feira, 28 de março de 2013

Computador x mouse


Mãe:
Eu sou o computador sem mouse.
Filhos:
Eu sou o mouse do seu computador.

Histórias do Saci

A criançada foi dormir
Pensando nas histórias
Do Saci Pererê.

Lá fora,
Fria farvalha a floresta densa
E o vento zune
Nos túneis estreitos das montanhas
Imensas
-aparadas-
Vestidas da luz assombrada
Que  esguincha da lua fantasma.

E o Saci Pererê!
-pererê... pererê!...
Balança o corpinho negro
Enrodilhado nos cipós...
E espia pra o alto
E manda pra lua
Um assobio fino
Que zune mais que o vento
E farvalha mais que o mato.
-Pererê... pererê!...

Mas quando a madrugada foi chegando
Empurrando
Com seus dedos de luz
O capuz de cetim
Da noite enluarada,
E a manhã,
Trepada na montanha mais alta,
Sorrio
Seu sorriso de sol,
A criançada  foi espiar a janela
Que tinha amanhecido toda aberta
-Escancarada-
Sem que ninguém soubesse como nem porquê.

Mas... ah!
O galho fresco da árvore,
Lascado de novo,
Que em cima dela se achava,
com certeza
Tinha servido de chicote
Ao Saci Pererê.
Fora com ele que  o demo menino
O demo pretinho
Em meio  dos seus pinotes,
Tinha despido as árvores
Para cobrir de folhas os caminhos;
E deixara o roseiral
Sem uma rosa sequer
Nos galhos das roseiras;
E o chão cobertinho
De flores
-Como se todo o jardim
Tivesse soluçado a noite inteira
Deitando para o chão
Lágrimas de cores.

Um arrepio de susto
Traz tremores de medo
E o mesmo gesto de horror a todas as crianças.
"T"esconjuro!
"T"esconjuro!
"T"esconjuro, Saci!
Deus nos livre de ti.

Mas só tia Josefa é que sabia,
Que fora o vento
Tão somente o vento
Que cobrira de pétalas o chão.

E que o galho fresco de árvore
lascado de novo,
Tinha sido um pedaço de chicote
Do filho de Siá Maria
Que ela vira,

Ao abrir a janela,
Madrugadinha ainda,
Fustigara, em demanda do pasto,
Seu cavalo alazão.

(Marieta Leite)




terça-feira, 26 de março de 2013

Árvore x fruto


Mãe:
Eu sou uma árvore sem fruto.
Filhos:
Eu sou o fruto da sua árvore.


Uma festa no céu

Jabuti tira o chapéu
E pergunta: - Onde vais tu?
-Eu vou à festa no céu,
Responde mestre urubu.

E mestre urubu violeiro
Foi, por ele convidado
A visitar o reinado
De Dom Jabuti primeiro.

-Eis aqui a casa minha,
É de rei, mas não tem luxos.
Apresento-te a Rainha
E os príncipes pequerruchos.

E Dom jabuti, pachola,
Com ar de quem nada quer,
Deixa Urubu com a mulher,
E vai enfiar-se na viola.

Mestre urubu vai sindo
E voando para as festas...
Jabuti, espia, rindo,
Casas, montes e florestas!

Ei-los chegando ao festim:
Que alegria! Que ribombo!
A coruja toca o bombo,
E o sabiá toca o clarim!

Quando a festa está no meio,
Urubu pergunta: - Olé!
Como foi que você veio?
Jabuti responde: - A pé!

Ouvindo um ruiído na caixa
De sua viola estimada,
Urubu das  nuvens baixa,
Depois da festa acabada.

Virou a viola no espaço!
Grita Jabuti na queda:
-Ó pedra do chão! Arreda!
Se não te deixo em pedaço!

Mas que cabeça maluca!
Zás! Catatrás! Que desgraça!
A casca se despedaça!
Dom Jabuti se machuca!

E agora, apesar de fraco
Dom Jabuti se consola,
Juntando caco por caco
Para pregá-los com cola!

Depois de tudo colado,
Meninos, fiquem sabendo,
Que o jabuti mais pintado
Sempre tem algum remendo.
(Ofélia Fontes e Narbal Fontes) 


domingo, 24 de março de 2013

Cruz x Cristo



Mãe:
Eu sou uma cruz sem Cristo.
Filhos
Eu sou o cristo da sua cruz.

15 de Novembro

"Desejando a liberdade
De esconder governador,
O povo de nossa terra
Não quis mais imperador.

Deposto Pedro II,
Assim o império findou.
A era republicana
Nesse dia começou.

Foi o Marechal Deodoro,
Entre grande aclamação,
Quem fez da nova república
Solene proclamação."




sexta-feira, 22 de março de 2013

Poço x água


Mãe:
Eu sou o poço sem água.
Filhos:
Eu sou a água do seu poço.


Ideal de Liberdade

Chamando a si toda a culpa
Dos demais inconfidentes,
Que o ideal jamais morresse
Quis, por certo, Tiradentes.

-Que ideal? Perguntarão.
Por que essa curiosidade?
Eu lhes direi prontamente,
Pois vejo tanta ansiedade.

-É o ideal da liberdade
Da nossa Pátria adorada.
Tiradentes não queria
Vê-la mais aprisionada.

E, por isso, coleguinhas,
Do grande vulto da História,
Nesta festa de civismo,
Veneremos a memória.
(Cajucy Accioly Wanderley)



quinta-feira, 21 de março de 2013

Heróis da Minha Infância



Heróis da minha infância = Segunda BC Café entre Amigos
Uma iniciativa do Blog:
http://www.cafeentreamigos.com/

Ficava feliz quando o Popeye ia em auxílio da Olívia palito...




Gostava quando chegava a hora do Zorro:





O clube da Luluzinha era muito bom de se  ver na tele:




O Fantasminha camarada era uma inocente aventura que inspirava medo...



Como gostava de ver essa família da idade da pedra...




Esse tempo foi muito bom, meu pai comprou  a tele nova logo assim que saiu, há cinquenta anos atrás...

Ser herói

Colaboração com o progresso
Dedicação a todos
Auto sustentação
Incentiva
Trabalha
Tem fervor
Enche-se de confiança
Coração a sangrar
Não se queixa
Fortalece
Não desfalece
Pede ajuda
Tem palavras de bondade
Cala ofensas
Silencia na dor
Disponibiliza
Irradia simpatia
Enfrenta obstáculos
Não reclama
Sacrifica-se
Aceita a sorte
Tem palavras edificantes
É honesto
Recebe,  no Céu, o bem que fez cá na Terra.
É vida
É jovem de espírito...





Brinquedos Preferidos na Infância



Casa onde nasci no interior do RJ e o meu pai amado ao
 longe...




"Trouxeram-Lhe também criancinhas, para que Ele as tocasse. Vendo isto, os discípulos repreenderam-nas.
Jesus, porém, chamou-as e disse:

"Deixai vir  a mim as criancinhas" 

e não as impeçais, porque o Reino de Deus é  daqueles que se parecem com elas".
(Lc 18, 15-16)




Bonecas eram os meus favoritos e brincar de professora...
Me perdia nesse mundo infantil e me encontrava como criança feliz que fui... mais tarde, voltei a ser feliz quando fui mãe...


Mula sem cabeça

Prequeté, prequeté!
Palalá, palalá!

A noite, de medo, ficou pequena!
Que é que é,
Que é que há?
pelas ruas calçadas a pé de moleque
O pavor vai correndo na noite aziada.

Sexta feira!
Prequeté, prequeté!
São mulas sem cabeça,
palalá, palaá,
Que, desdendo no morro fronteiriço,
Passa,, disparadas, na cidade morta.

Um lampião surge numa janela
Como um remendo branco
No vestido preto da noite.
Que é que há?
E as mulas passam,
Prequeté, prequeté,
Soltando fogo pela boca,
Palalá, palalá!

Prequeté, prequeté!
Palalá, palalá!
(Vinicius Meyer)




Meus 10 pecados da gula

18º Blogagem Coletiva Café entre Amigos Meus 10 pecados da Gula
rio das ostras pousadas


rio das ostras pousadas
rio das ostras pousadas


Nem só de pão vive o homem, diz a Palavra... mas de toda Palavra que procede da boca de Deus...

Mas todos sabemos que partilhar alimentos é doar amor... tanto quem o prepara e o faz como quem se alimenta do que é feito feito com carinho...



Nhoque é o preferido do filho mais velho...

Torta de abacaxi é um bolo preferido do filho do meio...


Bolo de chocolate com brigadeiro é o preferido do filho mais velho...


Pizza é a preferência da filhota...


Bolo de banana acaramelada é a delícia da filhota...

Palmier é a nossa delícia (mãe e filhos)...

Lasanha é a paixão do filho do meio...


Crepes de nutela é o preferido da filhota...


Churrasco é o de toda a família...


Panqueca até o genro cai dentro...



E a família se reúne feliz  à mesa para acalentar a gula... e repartir mimos...

A GULA, no sentido espiritual, é mais abrangente... podemos reter só para nós  tudo com tal avidez (gula) que nem pensamos em partilha.... essa é triste e nos deixa empobrecidos na alma...
famintos de partilha...

Mãe Preta

Quando Dodora ao céu chegar - é minha crença,
E ao Chaveiro disser: - Dá licença, meu santo?
São Pedro, vendo-a, lhe dirá com certo espanto,
-Você, Dodora, não precisa de licença!...

E a porta lhe abrirá paternalmente. E ela,
Para de todo ser feliz numa tal hora,
Seu cachimbinho acende. Acende-o numa estrela;
Mas são Pedro lhe diz: - Não, aqui não, Dodora...
(Augusto Linhares)




Coisas que me Deixam Feliz

Uma iniciativa super feliz do Blog amigo:


Coisas que me deixam feliz = 6 º BC do Café entre Amigos




Família reunida se divertindo na praia...
Filhos: presente de Deus!!!


Ser vovó dos meus adoradinhos...
Netos: Dom divino do Deus da Alegria!!!


Sou feliz , Senhor, porque Tu vais comigo...
Vamos lado a lado...
És meu melhor amigo...

As virtudes

São três irmãs, são três flores,
Feitas de raios de luz.
Plantou-as, entre fulgores,
A mão santa de Jesus.

Uma é a Fé, outra, a esperança,
Vem a Caridade após...
Feliz de quem as alcança!
Vivem sempre junto a nós.

São belas como princesas.
A Caridade é, talvez,
Neste mundo de incerteza,
A mais formosa das três.
(Alphonsus de Gumaraens)




quarta-feira, 20 de março de 2013

Túmulo e Ressurreição


Mãe:
Eu sou o túmulo sem cadáver.
Filho:
Eu sou a ressurreição da sua vida.

Trem de ferro

Café com pão
Café com pão
Café com pão

Virgem Maria, que foi isso, maquinista?

Aí seu foguista
Bota fogo na fornalha
Que eu preciso

Muita força
Muita força
Muita força
Muita força

Agora sim
café com pão
Agora sim
Voa, fumaça
Corre, cerca 
Oo...
Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
De ingazeira
Debruçada
No riacho
Que vontade
De cantar!

Vou depressa
Vou correndo
Vou na toda
Que só levo
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente...
(Manuel Bandeira)


segunda-feira, 18 de março de 2013

Viva o meu quase quarentão!!!

Participando da iniciativa feliz  do blog:










































Hoje ele está de aniversário...
Deus te abençoe, filho amado!

O trabalho

Tal como a chuva caída
Fecunda a terra, no estio.
Para fecundar a vida
O trabalho se inventou.

Feliz quem pode, orgulhoso,
Dizer: "Nunca fui vadio:
E, se hoje sou venturoso,
Devo ao trabalho o que sou!"

É preciso, desde a infância,
Ir  preparando o futuro;
Para chegar à abundância,
É preciso trabalhar.

Não nasce a planta perfeita,
Não nasce o fruto maduro;
E, para ter a colheira,
É preciso semear...
(Olavo Bilac)





Customizado por Meri Pellens.